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Automóveis / #encarada

FIAT MOBI ENCARA VOLKSWAGEN UP!

Com espaço interno enxuto e motor 1.0, veja qual dos dois subcompactos é o melhor

Publicado 24 de Maio de 2016 às 16:20 pelo colunista REDAÇÃO ALTOS NOTÍCIA.

Munido de uma boa campanha de marketing e um jingle chiclete, o Fiat Mobi chegou às lojas há mais de um mês com a proposta de ser um subcompacto urbano, jovem e acessível. A ideia não é muito original e o carro, nem tão barato assim -  os preços variam de R$ 31.900 a R$ 43.800. Mas a novidade agitou o segmento melhor representado pelo pequeno Volkswagen up!. Mas qual dos dois é a melhor escolha para quem quer um carro pequeno, com desempenho honesto e amigo do bolso? A resposta está neste comparativo entre as versões intermediárias dos dois hatches: Mobi Easy On (de R$ 42.300) e Move up! (de R$ 42.590).Confira o resultado.


Desempenho e dirigibilidade

Olhando para essa dupla de 1.0, você pode desacreditar que eles andem bem. Mas é até surpreendente acelerar o up! pela primeira vez, tamanha sua desenvoltura em rotações mais baixas. Seja nas saídas de semáforos ou em ladeiras, o subcompacto da Volkswagen não exige drásticas reduções de marcha para deslanchar. Mérito do moderno motor 1.0 de três cilindros, que tem comando duplo de válvulas e rende até 82 cv de potência e 10,4 kgfm de torque, números mais do que suficientes para o carrinho de apenas 897 kg. A direção elétrica leve e direta somada ao excelente câmbio manual de cinco marchas tornam sua condução extremamente agradável.

Comparativo: Fiat Mobi e Volkswagen up! (Foto: Renato Durães)

Já o novato Mobi não vai muito além do que se espera de um modelo com motor de 1 litro. Em baixas e médias velocidades na cidade, o hatch de apenas 946 kg vai bem, mas não surpreende. O hatch tem o fôlego curto para situações de maior esforço, como ultrapassagens ou subidas íngremes. Basta dar uma esticada na estrada para perceber seu condicionamento é limitado pelo veterano 1.0 flex. A 120 km/h, o conta-giros chega a bater nos 4.000 rpm, momento em que a cabine é invadida pelo barulho do motor. Com comando simples de válvulas, o quatro cilindros entrega 75 cv de potência e 9,9 kgfm de toque, força que costuma aparecer apenas depois dos 3.500 giros, exigindo constantes reduções de marcha - e paciência do motorista - para ganhar agilidade. 

Na pista de testes, foram necessários 16,6 segundos para o Mobi ir de zero a 100 km/h e 15,8 segundos para retomar de 60 km/h a 100 km/h. Já o up! fez o mesmo em 14,4 segundos e 14 segundos, respectivamente. Para melhorar essas marca, o novo 1.0 três cilindros da Fiat prometido para este ano, viria bem a calhar. Mas a novidade vai estrear primeiro debaixo do capô do Uno.

Espaço e conforto

Não dá para esperar amplo espaço interno quando o assunto é subscompacto urbano, mas os dois têm boas sacadas para aproveitar ao máximo o volume interno. O formato tipo caixinha empregado por ambos não é à toa: a verticalização da cabine permite acomodar quatro pessoas com bom espaço para pernas e cabeças. No up!, no entanto, os passageiros do banco traseiro se sentem mais confortáveis. O Volkswagen tem cerca de um centímetro a mais no comprimento. Todavia o entre-eixos é 12 centímetros maior, são 2,42 metros de um eixo a outro.

Fiat Mobi (Foto: Renato Durães/Autoesporte)

Com apenas 2,30 metros de entre-eixos, Mobi o precisou sacrificar o bagageiro, que tem apenas 235 litros, segundo a Fiat. Mesmo com o uso do Cargo Box, compartimento para organizar pequenos volumes, o espaço é suficiente para levar, no máximo, uma mala média. Noup!, a capacidade do porta-malas é de 262 litros, segundo nossa aferição. Também é diminuto, mas a prateleira removível que permite a criação de dois níveis para otimizar o espaço é mais prática que no concorrente. 

Acabamento

Dentro da cabine, Mobi lembra bastante o irmão maior Uno, com plástico texturizado, pequenos detalhes em black piano, bancos revestidos com tecido colorido e painel digital. O Fiat até mesmo incorporou a elegante porta de vidro no bagageiro, uma solução presente noup! europeu, mas que foi deixada de lado por aqui. 

Já no up!, tudo é mais racional. O interior é espartano e sua tática é investir na boa montagem e na funcionalidade. A ergonomia, por exemplo, é excelente. Os porta-objetos são mais versáteis que os do Mobi, que apresenta alguns deslizes na qualidade do acabamento. Na unidade avaliada, faltou esmero na cobertura da alavanca do câmbio e em algumas partes das portas.

Interior Fiat Mobi Like On (Foto: Renato Durães)

Equipamentos

Aqui a balança ficam bem equilibrada. Para justificar o preço de mais de R$ 40 mil, Mobi e up!saem da fábrica com ar-condicionado, computador de bordo, chave canivete com controle remoto, vidros, travas e retrovisores elétricos e som intergrado. O sistema de som do up! é melhor, apesar de ter praticamente as mesmas funções que do rival (entrada USB e auxiliar, Bluetooth e CD Player). Seu pareamento com o celular é mais rápido, assim como a leitura através do Bluetooth. O Volkswagen também é o único com direção elétrica, mais leve e direta que a hidráulica do Mobi

Interior Fiat Mobi Like On (Foto: Renato Durães)

O Fiat, no entanto, traz diferenciais como o volante multifuncional, indisponível na linha do up!Mobi Easy On também já vem equipado com sensor de ré, rodas de liga leve e faróis de neblina, todos equipamentos que podem ser integrados ao up!, mas que custam R$ 1.100 a mais.

Para quem quiser equipar seu compacto com uma boa central multimídia, má notícia: no momento, nenhum dos dois compactos possuem a opção. O Maps & More da Volkswagen, que mais parece um GPS acoplado ao painel, está disponível apenas a partir da versão High up! (R$ 49.490), enquanto o Fiat Live On, que é uma interface que transforma o próprio smartphone do motorista na central, só estará disponível para o Mobi a partir de julho.

Interior VW up! (Foto: Fabio Aro)

Segurança

Tanto up! quanto Mobi trazem de série apenas airbags duplos e freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD). O Volkswagen, no entanto, é o que freia melhor. A 80 km/h, ele precisa de apenas 25,8 metros para estancar por completo, enquanto o Mobi precisa de mais 1,5 metro para parar. Além disso, o up! é o único a possuir sistema de ancoragem de cadeirinhasIsofix e apoio de cabeças para os três passageiros do banco traseiro. Mobi só conta com dois.

up! conta com aços de alta e ultra resistência em sua fabricação e recebeu a nota máxima nos testes de impacto do Latin NCAP, sendo o primeiro compacto nacional a conquistar tal pontuação. Quanto ao Mobi, há poucas informações sobre sua estrutura e participação nas próximas baterias de testes do Latin NCAP. Como o subcompacto compartilha 70% de seus componentes com o Uno, incluindo a plataforma, podemos esperar por um desempenho semelhante nos crash tests (uma estrela para adulto e duas para crianças, sem airbag).

Consumo

Mais uma vez, o up! leva a melhor. Em nosso testes com etanol, o compacto de entrada da Volkswagen fez 10,6 km/l na cidade e 15,7 km/l na rodovia, enquanto o Mobi fez 9,1 km/l e 12,5 km/l, respectivamente.

Comparativo: Fiat Mobi e Volkswagen up! (Foto: Renato Durães)

Desvalorização, manutenção e seguro

Por incrível que pareça, up! também é o compacto mais barato de manter. O pacote com as três primeiras revisões saem por R$ 950, contra R$1.160 do Mobi, que também tem a cesta de peças mais cara: R$ 3.744, quase R$ 1 mil a mais que a pedida pelo modelo da Volkswagen, que sai por R$ 2.862.

O seguro do Fiat é o único custo mais em conta que o do rival. Tem um preço médio de R$ 1.520, enquanto o do up! é de R$ 1.850.

Vencedor: Volkswagen up!

up! nunca contou com a mesma força de marketing que o Mobi, mas é superior em praticamente todos os quesitos avaliados nesse comparativo. Além de andar mais e ser dinamicamente superior, é mais econômico, bem acabado e tem os menores custos de manutenção. O Volkwagen cumpre muito bem o papel de subcompacto urbano sem frustrar o motorista ou sacrificar demais em segurança e conforto e, apesar de estar a mais tempo no mercado, continua como o projeto mais moderno do segmento.

Editado 24 de Maio de 2016 às 16:20 por REDAÇÃO ALTOS NOTÍCIA.

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