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BRASIL / #economia

Como controlar as finanças

Os superendividados já têm onde buscar ajuda gratuita para renegociar débitos

Publicado 23 de Outubro de 2016 às 09:11 pelo colunista REDAÇÃO ALTOS NOTÍCIA.

O agravamento da crise da crise econômica fez a procura pelos serviços do programa de apoio e ao núcleo de tratamento do superendividamento da Fundação Procon SP crescer 400% desde julho do ano passado.

Os superendividados são consumidorescom prestações muitas vezes maiores que seus salários e que comprometem mais de 30% da renda, percentual considerado como o sinal vermelho do endividamento. Quem busca ajuda no núcleo são em sua maioria pessoas casadas, na faixa de 36 a 60 anos e que trazem no currículo curso superior

Seis em cada dez desses consumidores endividados são mulheres. “Não porque são mais descontroladas financeiramente, mas porque se sentem menos constrangidas em buscar ajuda. Há casos de homens que chegam até a porta e não entram”, diz Diógenes Donizete Silva, coordenador do PAS (Programa de Ajuda aos Superendividados). Um deles relatou aos técnicos que esteve quatro vezes no local, mas não conseguiu ir em frente porque se sentia muito envergonhado.

Dez passos para evitar o superendividamento
Tome nota
Anote todas as despesas (pequenas ou grandes) para não gastar mais do que recebe. As anotações precisam ser de fácil acesso para serem atualizadas constantemente, no computador, em um caderno ou onde preferir.

Some as despesas
Os gastos precisam ser computados. Só quando os valores são somados é que se tem noção do que é preciso cortar para que as despesas não ultrapassem o orçamento limite do mês. Não adianta somente anotar os dados, precisam ser contabilizados.

Reorganize os gastos
Jamais gastar mais do que ganha. Parece uma regra simples, mas ela contribui para equilibrar as despesas e evitar ficar no vermelho.

Compare linhas de crédito
Se for buscar mais crédito, não faça empréstimo sem conversar com um especialista. É preciso saber a linha mais adequada para a sua necessidade. Um crédito pode parecer mais fácil, mas no futuro pode custar mais ao bolso por causa dos juros elevados.

Mude o uso do cheque especial
O cartão de crédito e o cheque especial não devem ser usados como extensão do salário e podem abrir espaço para o descontrole financeiro. Use apenas o valor do salário para comprar.

Não pague só o mínimo do cartão
Evite pagar o valor mínimo da fatura do cartão de crédito. Quando isso ocorre, o valor restante fica acumulado para as despesas do próximo mês. E, além disso, as taxas de juros do cartão são mais altas, o que pode comprometer ainda mais seu orçamento.

Elimine despesas supérfluas
Gastos supérfluos sempre podem ser reduzidos. Priorize gastos básicos como saúde, alimentação, transporte, educação e impostos. Despesas menos necessárias podem ser adiadas.

Poupe para fazer compras maiores
Organize-se para projetos financeiros, como comprar um carro, uma casa e até fazer uma viagem. Se cumprir uma meta de economizar por mês, com ajuda de um especialista para calcular o valor a ser poupado ou a melhor aplicação financeira para ser feita, fica mais fácil atingir a meta financeira.

Crie uma reserva de emergência
Ter uma reserva de emergência, no valor de 3 a 12 salários, sempre ajuda em situações de emergência, como a perda do emprego, e gastos inesperados, como uma multa de trânsito recebida.

Poupe para a aposentadoria
Quanto antes você começar a poupar para a aposentadoria, menos por mês precisará guardar para conseguir uma reserva para a velhice. Um especialista pode ajudar a estipular um valor mensal ou escolher uma aplicação com foco em previdência que não comprometa o seu orçamento.

Para evitar constrangimento, o núcleo funciona em um endereço exclusivo para o serviço (Rua da Barra Funda, 1.032, em São Paulo). O endividado pode ir direto ao local agendar uma conversa ou fazer a renegociação pelo site do Procon-SP. Se optar pelo atendimento com o técnico, ao tocar a campainha, a pessoa é encaminhada para uma sala, onde conversará individualmente com um especialista.

Neste ano, 3.200 superendividados já procuraram pelo serviço, segundo levantamento feito até o dia 18 de outubro. A maioria está com nome sujo – ou seja negativado em órgãos de restrição ao crédito. Um quarto dos endividados é funcionário público, e os especialistas acreditam que isso se deve à oferta de crédito consignado a essa categoria profissional.

Entre as principais causas do endividamento dos participantes do programa do Procon estão: descontrole financeiro (41%), desemprego (19,5%), redução da renda (19%) e doença pessoal e familiar (8,5%).

(Com informações da VEJA

Editado 23 de Outubro de 2016 às 09:11 por REDAÇÃO ALTOS NOTÍCIA.

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